sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Parte 16

Parte 16



O mito de Eros e Psiquê personifica o amor que pode ser lindo, mais jamais devemos querer conhecê-lo profundidade e realidade, pois o amor também pode ser cruel , assim como Afrodite que personifica o amor. Em grego "Psiquê" significa tanto "Alma", uma alegoria a imortalidade da alma personificando a ânsia que precede um relacionamento, mas o amor surge somente quando a alma está pronta para amar.
Como"Borboleta" que depois de uma vida rastejante como lagarta, flutua na brisa do dia e torna-se um belo aspecto da primavera. É considerada a alma humana purificada pelos sofrimentos e preparada para gozar a pura e verdadeira felicidade.

Quando Eros se apaixona por Psiquê, personifica a atração que surge entre duas pessoas que aos poucos pode tornar-se amor. Quando Psiquê é levada ao palácio dos sonhos e depois ao quarto escuro onde encontra seu noivo, sem poder vê-lo na claridade, personifica o estágio do estar apaixonado, de estar enamorando. Vemos nossa imagem refletida no outro e ele está totalmente visível, o início de qualquer relacionamento é uma experiência fascinante.

Embora Psiquê seja feliz, tenha tudo o que queira, personifica que o relacionamento promissor, porém há desconfiança e dúvida. As dúvidas de Psiquê foram levantadas pelas irmãs invejosas e a coloca com a sensação de que há algo errado. Todos nós temos essas irmãs traiçoeiras que habitam no lado sombrio honestidade com os outros. Personifica as nossas desconfianças e dúvidas em relação ao outro o que pode gerar traições.

Que embora dolorosa, a traição quebra cegueira da paixão mas significa ser mais autêntico consigo mesmo. A traição de Psiquê não ocorreu pela imprudência, mas pela necessidade de conhecer seu parceiro. Eros errou em esconder sua real identidade e nenhum relacionamento, social, profissional, afetivo sobrevive quando há a ameaça: " Não tente me conhecer verdadeiramente". A quebra da ordem dada pode trazer consequências, mas é a forma de se relacionar com a verdade de um relacionamento.

Psiquê é abandonada, seu marido desaparece como todo o palácio. Por meio da tragédia, descobrimos que a quietude e serenidade depois de uma crise em nossas vidas estão relacionadas a essa parte do mito. O sonhos irreais e falsas expectativas do passado desaparecem para dar lugar a algo real. A nostalgia do passado pode voltar mas sempre haverá uma verdade. É o momento em que nos conscientizamos de que devemos fazer para alcançar um objetivo.

O confronto entre Psiquê e Afrodite, e as inúmeras tarefas a princípio impossível, retrata que todos os potenciais para o futuro estão presentes, mas que dependem de dedicação e esforço para compreender a si e ao outro. Simbolicamente formigas, torres, juncos e águias podem nos ajudar, assim como ajudaram Psiquê, entretanto em nossas vidas como amigos, parentes e terapeutas, porém a árdua tarefa sempre pertence a nós mesmos.


Parte 15

Parte 15


Psiquê desperta e Eros a lembra que a extrema curiosidade pode ser fatal. e a ordenou que entregue a caixa à mãe dele.
Enquanto Psiquê entrega a caixa a Afrodite, Eros vai a Zeus e suplica que advogue em sua causa. Zeus concede esse pedido e posteriormente consegue a concordância de Afrodite. Hermes leva Psiquê a assembleia celestial e ela é tornada imortal. Finalmente, Psiquê ficou unida a Eros e mais tarde tiveram uma filha, cujo nome foi Prazer.


Eros e Psiquê representam a dicotomia presente em todo ser humano, o eterno conflito entre emoção representado na lenda pelo jovem deus Eros, e a razão representada pela tola princesa Psiquê, já que a mente é o domínio da razão. Constantemente nos vemos diante de situações das mais diversas onde devemos tomar uma decisão e cada um desses elementos, Razão e Emoção tentam nos impelir, nos influenciar e assim decidir o rumo de nossas vidas.
Naturalmente nem sempre é fácil escolher entre usar a cabeça ou o coração na hora de decidirmos a nossa vida e ficamos perdidos entre Eros e Psiquê.

Parte 14

Parte 14


  • Beleza De Perséfone: Afrodite percebeu que teria de usar de meios mais poderosos. Inventando que tinha perdido um pouco de sua beleza por cuidar do ferimento de Eros, pede a Psiquê que, no Reino dos Mortos (o País de Hades, também chamado de Campos Elísios ou Érebo), pedisse à sua rainha, Perséfone, um pouco de sua beleza. Sem saber com entrar no mundo Hades estando "viva" e pensou atirar-se de uma torre. Mas a torre murmurou instruções, ensinou-lhe como driblar os diversos perigos da jornada, como passar pelo cão cérbero e deu-lhe uma moeda para pagar a Caronte pela travessia do rio Estige, advertindo-a: 
Quando Perséfone lhe der a caixa com sua beleza, não olhe dentro da caixa, pois a beleza dos deuses não cabe aos olhos mortais. A deusa estava certa de que ela não voltaria viva. Mais uma vez, Afrodite se engana. Psiquê convence Perséfone a encher uma caixa com a sua beleza para Afrodite. Psiquê está indo de volta a Afrodite, quando pensa que sua beleza havia se desgastado depois de tantos trabalhos, não resiste e resolve abrir a caixa, esquecendo-se das instruções que á ela foi dito, e ao invés de beleza havia apenas um sono terrível e ela Cai em sono profundo, Eros já curado de sua queimadura vai ao socorro de sua amada, põe de volta o conteúdo para a caixa, salvando-a.



Parte 13

Parte 13



  • Água Da Nascente: Afrodite então lhe pede um pouco da suja água da nascente do Rio Estige. Mas a nova tarefa logo se revela impossível: o Estige nascia de uma alta montanha tão íngreme, que era impossível escalar. Levando um frasco numa das mãos, a princesa queda-se ante a escarpa que se erguia á sua frente, quando as águias de Zeus surgem, tomando-lhe o frasco, voam com ela até o alto, enchendo-o. O trabalho, mais uma vez, foi realizada.

Parte 12

Parte 12




  • A Lã De Ouro: Afrodite pediu, então, que a moça lhe trouxesse a lã de ouro do velocino de ouro. Após longa jornada, Psiquê encontra os ferozes animais, que não deixavam que deles se aproximassem. Uma voz surge de juncos num rio e a aconselha: procure um espinheiro, junto a onde os carneiros vão beber, e nas pontas dos espículos recolhe toda a lã que ficara presa. cumprindo o ditame, Psiquê realiza a tarefa, enfurecendo a deusa.

Parte 11

Parte 11


A ela foi dado quatro trabalhos:



  • Os Grãos: a princesa foi colocada num quarto onde uma montanha de grãos de diversos tipos tinha sido misturada. Psiquê deveria separá-los, conforme cada espécie, no espaço de uma noite. A jovem começou a trabalhar, mas, fizera alguns montículos e adormece extenuada. Durante seu sono, surgem milhares de formigas que, grão a grão, os separam do monte e os reúnem consoante sua categoria. Ao acordar, Psiquê constata que a tarefa fora cumprida dentro do prazo.